Confia!
Confia! Pois no momento
Não precisa fazer sentido
Já que tens em ti
Tudo que é preciso.
Você ainda tem o costume
De olhar para o horizonte?
Buscando por respostas,
Esperando que o céu aponte?
Para o caminho que deve seguir,
Que não carregue mais incertezas,
Nem que nada vá impedir
De agir com toda clareza?
Dessa forma, seguimos ingênuos,
Querendo o caminho mais seguro,
O momento perfeito, perpétuo,
Que sejamos maduros.
O suficiente para não cair
Em mais uma ilusão, distração.
Que no próximo passo não vá sair
Dos trilhos, da sua programação.
Pois é!
Nem sempre seguimos a mesma direção,
O que foi detalhadamente planejado,
Ocorrendo com extrema exatidão,
Aquilo que foi desejado.
Compreenda: não há certo ou errado,
O que existe é o fluir,
Soltar-se do que está amarrado,
Ir além do que vê — intuir.
O que sente é importante,
Seu saber, o que experimentou.
Mas haverá um instante
Em que tudo o que acumulou
Não servirá!
Será necessário silenciar,
Parar e perguntar: quem eu sou?
E o novo virá para a vivênciar,
Como resposta ao que alcançou.
Confiar não é apenas sobre ter coragem,
É ultrapassar a linha que antes te encorajou.
Sim, é soltar a bagagem,
Sem medo de perder o que se apegou.
Pois então!
Confia! Para ser feliz
Não precisa fazer sentido.
Já que tens em ti
Tudo que é preciso.

